Desemprego, cheque especial, cartão de crédito, dívidas e nome sujo na praça: essas têm sido palavras recorrentes na vida de algumas famílias brasileiras, especialmente naquelas que passam por algum tipo de dificuldade financeira.

No cenário atual de 13 milhões de desempregados — dados de junho de 2019 —, vê-se, normalmente, o crescimento da procura pelos principais tipos de crédito disponíveis para colocar a vida em dia e evitar novas complicações.

No entanto, o desconhecimento sobre as principais modalidades de crédito torna-se uma barreira para que os indivíduos explorem melhor as suas possibilidades financeiras. Assim, eles nem sempre recorrem à melhor alternativa, causando mais problemas ou simplesmente trocando uma dívida por outra.

Por isso, é essencial conhecer e entender bem essas questões. Neste post, vamos explicar os principais tipos de crédito existentes, quando recorrer a eles e como se organizar para quitar a dívida. Leia até o final e encontre a melhor saída para você!

O que é crédito?

Dos fundamentos econômicos e financeiros, podemos entender que o crédito não é apenas o dinheiro vivo, mas também os recursos disponibilizados por um credor a um tomador para que ele realize as suas despesas, investimentos ou compras.

Há várias formas de oferecer crédito para as pessoas físicas. Entre as várias possibilidades, há pelo menos 6 que você deve conhecer. Acompanhe abaixo!

1. Crédito pessoal

O crédito pessoal, normalmente cedido por instituições financeiras, como bancos e fintechs, é um empréstimo que o tomador pode utilizar da maneira que desejar.

Ele funciona da seguinte forma: o consumidor pode solicitar uma quantia (estabelecida nas políticas do credor) sem a necessidade de oferecer uma garantia para tal. Esse crédito estará sujeito a um prazo para quitação e a taxas de juros — CET (Custo Efetivo Total).

Por isso, verifique sempre as condições e as taxas envolvidas na tomada do empréstimo. Além disso, consulte a condição do seu nome e CPF antes de pedir um empréstimo com o nome sujo.

2. Crédito consignado

No empréstimo consignado, as parcelas são cobradas do tomador de maneira indireta. Ou seja, os valores serão descontados diretamente na folha de pagamento ou aposentadoria, limitados a, no máximo, 30% desses rendimentos.

Logo, isso pode complicar o planejamento financeiro mensal do indivíduo, uma vez que o desconto é feito antes de ele receber o dinheiro.

Como vantagens, trata-se de uma das linhas de crédito mais em conta no mercado, cobrando taxas de juros menores. Além disso, há mais facilidade para contratar e, por vezes, prazos mais longos.

Devido à facilidade proporcionada pela internet, tanto o crédito pessoal quanto o consignado podem ser solicitados muitas vezes de maneira online.

3. Crédito estudantil ou universitário

Destinado aos estudantes de curso superior, esse tipo de crédito beneficia os alunos que não têm condições de custear os seus estudos. Ele não limita-se apenas à graduação, pois funciona como qualquer outro empréstimo feito com um banco.

Mas quem o oferece? O crédito estudantil pode ser privado, contratados com bancos e empresas especializadas em financiamentos de mensalidades. Para isso, cheque sempre as condições do banco e faça comparativos de taxas e formas de quitação do empréstimo para tomar a melhor decisão.

O crédito universitário também pode ser público, concedido pelo governo por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). O programa do Ministério da Educação tem foco nos alunos matriculados em IES que tenham avaliação aprovada nos termos do governo. Atualmente, a taxa de juros é de 6,5% ao ano. No site do FIES, você encontra todos os requisitos e perguntas frequentes sobre o assunto.

Há ainda o ProUni, que concede bolsas parciais ou integrais para os estudantes de graduação de famílias de baixa renda, disponibilizadas conforme o aproveitamento no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

4. Crédito consolidado

Também é um serviço de natureza bancária, que possibilita juntar vários créditos devedores em um só. Os consumidores recorrem a essa opção em casos de dificuldades e renegociação de dívidas. Também é possível optar por ele para ter mais folga no planejamento financeiro.

Entre as suas principais vantagens, podemos destacar:

  • redução da mensalidade;
  • comodidade;
  • facilidade, pois é preciso lidar com um só credor.

Entretanto, assim como os outros créditos, ele requer muito cuidado, pois entre as suas desvantagens estão o pagamento de algumas taxas, a burocracia, o pagamento de juros por mais tempo, as comissões por amortização etc. Logo, carece de uma análise com parcimônia.

5. Crédito automotivo

Basicamente é o dinheiro que você recebe para comprar um veículo. Como os automóveis têm valores elevados, o consumidor recorre a uma modalidade de crédito para realizar a compra. As preferidas dos brasileiros atualmente são o consórcio e o financiamento.

A recomendação é que o consumidor tente ao máximo dar um valor maior na entrada do veículo e que financie o restante, para ficar menos tempo exposto aos juros compostos do financiamento. Ele também deve desconfiar de anúncios que propõem “taxa zero”, pois os custos e as taxas provavelmente estarão inclusos em alguma outra cobrança.

6. Crédito para habitação

O crédito habitacional disponibiliza recursos às famílias, visando a construção, a reforma ou a aquisição de imóveis. Também pode ser fornecido por modalidade de financiamento, ou seja, parcelado conforme uma taxa de juros.

O crédito imobiliário é realizado normalmente por um banco, e a dívida do consumidor passa a ser com essa instituição. Cabe verificar com as instituições bancárias quais são as condições de financiamento e os documentos exigidos. Uma das vantagens é a possibilidade de usar o saldo do FGTS para solicitar a compra.

7. Outros tipos de crédito

As opções apresentadas anteriormente são as mais solicitadas pelos consumidores. No entanto, antes de finalizar o artigo, devemos destacar rapidamente outras modalidades que devem ser analisadas:

  • cheque especial: limite concedido em conta-corrente pelo seu banco. Cuidado, as taxas são altas (13,45% ao mês);
  • cartão de crédito: há inúmeras opções no mercado. Consulte os cartões que oferecem anuidade zero e evite os pagamentos parcelados;
  • empréstimo com garantia: o consumidor realiza uma tomada de crédito dando algo como garantia, por exemplo, carros, imóveis etc;
  • empréstimo por antecipação do IR e do 13º salário: alguns bancos antecipam a restituição do imposto de renda e o 13º mediante o pagamento de uma taxa;
  • crédito de consumo: empréstimo para adquirir bens de consumo, como roupas, viagens, gastos com saúde, entre outros.

Como você pôde perceber, o mercado oferece várias possibilidades e tipos de crédito para o consumidor organizar a sua vida financeira. De início, entender cada opção pode parecer difícil, mas, na verdade, é algo relativamente simples. Porém, preste sempre atenção no produto financeiro pelo qual você está interessado.

Para tanto, entenda cuidadosamente as características dele, o que está sendo oferecido e como você vai pagar a dívida. Além disso, analise e calcule as menores taxas de juros e prazos. Por fim, sempre leia os contratos.

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