Afinal, é melhor pagar as dívidas ou investir o dinheiro?

6 minutos para ler

Quando, por alguma razão, um indivíduo ou uma família recebe uma sobra em seu fluxo de caixa, muitas opções começam a surgir sobre qual a melhor finalidade para esse recurso. Dentre todos os questionamentos possíveis, um é muito comum: afinal, é melhor pagar dívida ou investir?

O fato de ser uma dúvida comum é compreensível, pois muitos pensam que, quando se tem uma dívida “sob controle”, aparentemente não existem razões para não tentar fazer esse dinheiro crescer aplicando-o em algum investimento. Contudo, afinal, essa forma de pensar está mesmo correta?

O objetivo deste artigo é ajudar a refletir sobre qual o melhor caminho entre pagar suas dívidas ou investir o dinheiro. Caso deseje descobrir o que avaliar para tomar essa decisão, este artigo é para você. Acompanhe!

É melhor pagar as dívidas ou investir o dinheiro?

Para responder à pergunta tema deste artigo, é preciso que você tenha em mente que a resposta vai, necessariamente, depender da sua situação financeira atual. Pagar dívida ou investir é uma escolha que depende, basicamente, do seu nível de endividamento atual.

Seja por algum infortúnio, como uma demissão inesperada ou mesmo por causa de um descontrole pessoal com as finanças, todos nós sem a devida precaução financeira podemos atrasar o pagamento de compras parceladas, optar continuamente por pagar o mínimo do cartão de crédito, escolher entre quais contas serão pagas em um mês e quais não serão, entre outras situações.

Se você se encontra nessa condição, o melhor a ser feito é realmente aproveitar a oportunidade e reduzir ou mesmo eliminar totalmente as suas dívidas. Podemos afirmar isso, pois todos os produtos de crédito relacionados a consumos no curto prazo têm taxas de juros altíssimas, que jamais poderão ser compensadas pelos produtos de investimentos mais comuns. Em casos semelhantes a esse exemplo, é preferível pagar uma dívida do que investir, porém, existem outros aspectos que também podem ser considerados nessa escolha.

Avalie os tipos de dívidas (se são boas ou ruins)

No exemplo dado, conhecemos um perfil típico no qual as dívidas são oriundas do descontrole ou da falta de planejamento para lidar com situações inesperadas, como a construção de uma reserva de emergência. No entanto, existem produtos de crédito que podem ser usados na compra de outros recursos para a geração de mais renda.

Esse tipo de dívida, ou seja, aquela que você faz para gerar mais retorno financeiro, é um tipo de dívida considerada boa. Pois, teoricamente, os rendimentos obtidos com a aplicação do empréstimo em algum negócio ou iniciativa empreendedora pode acabar se pagando no futuro. Logo, é preciso avaliar se as dívidas que você tem geram um retorno ou simplesmente apresentam contas de consumo.

Dê preferência às dívidas com juros muito altos

Outro ponto que precisa ser analisado quando conseguimos uma folga de caixa é avaliar o peso das dívidas dentro do orçamento. Ainda que a sua situação financeira não seja de descontrole, existem algumas dívidas que, pela sua própria natureza, têm taxas de juros altíssimas, como os famosos cheque especial e cartão de crédito.

Nesses cenários, o ideal é dar preferência às dívidas com juros muito altos, com o objetivo de eliminar ou reduzir o seu peso total no orçamento doméstico. A dica final é buscar continuamente informações que possam validar as suas decisões e torná-las mais racionais.

Considere o montante disponível para investir

O valor do capital disponível é outro item que precisa ser ponderado. Muitos produtos de investimento têm rentabilidades mais baixas, o que pode não ser tão atrativo para algumas pessoas. Um capital menor aplicado em produtos mais conservadores pode demorar muito tempo até gerar um valor mais robusto, ainda mais se não forem acompanhados de novos aportes periódicos.

O perfil de risco também influencia nessa equação, pois uma pessoa mais conservadora não vai querer arriscar as suas economias em produtos mais arrojados, que prometem melhores retornos, mas com um risco maior. Nesses casos, entre pagar dívida ou investir, o melhor a se fazer é quitar as dívidas. Pois, assim, você organizar melhor a sua vida financeira enquanto adquire experiência e conhecimento para adentrar no mundo dos investimentos com mais segurança.

Qual a importância do planejamento financeiro?

Até aqui, podemos observar a importância de poder contar com um orçamento pessoal e familiar organizado para, então, conseguir construir uma vida financeira mais confortável, tranquila e saudável.

Apesar de poder obter retornos muito bons em alguns ativos, quando se tem dívidas ruins, ou seja, aquelas orientadas ao consumo e que podem se transformar em verdadeiras “bolas de neve”, fica muito difícil encontrar uma rentabilidade que consiga, ao menos, empatar com as taxas de juros cobradas pelas principais modalidades de crédito.

Sendo assim, dedique esforços para quitar todas as suas dívidas. Afinal, todos nós precisamos de crédito uma vez ou outra para realizar sonhos e projetos. Contudo, para manter uma certa facilidade na obtenção de crédito, é fundamental construir um histórico positivo de relacionamento com a instituição financeira, que seja bem estruturada do ponto de vista de garantias, volume de movimentações e cadastro. Dito em outras palavras, é preciso ser considerado um bom pagador e transmitir segurança aos credores.

Portanto, se você passa por uma situação de dificuldade financeira e precisa de ajuda para desenvolver um plano de ação voltado a quitar as suas dívidas, não deixe de procurar o auxílio de profissionais capacitados que possam orientar você da maneira correta sobre como passar por esse momento e superar as suas dificuldades. Nós, da Kitei, temos uma equipe de profissionais altamente qualificada e pronta para oferecer o melhor atendimento e orientação sobre como eliminar as suas dívidas de uma vez por todas.

Gostou do artigo? Conseguiu assimilar o que precisa ser considerado na hora de escolher entre pagar dívida ou investir? Então, aproveite para entrar em contato conosco agora mesmo!

Posts relacionados

Deixe um comentário