Se você já se pegou pensando “não tenho como pagar minhas dívidas, o que vou fazer?”, ou “como pagar minhas dívidas, com essa economia difícil?”, a primeira notícia que temos é que você não está sozinho: de acordo com um levantamento feito por uma recente pesquisa, 60,7% das famílias brasileiras estão endividadas.

Essa estatística não é obra do acaso. Existem diversos cenários em que as pessoas perdem o controle das finanças e as dívidas se acumulam. Os principais são as situações externas, o descontrole e a falta de educação financeira — o que resulta, quase sempre, em compras a prazo, vários parcelamentos etc.

Seja a causa qual for, o fato é que, atualmente, muitas pessoas sentem dificuldade em pagar suas contas. Se esse também é o seu caso, você precisa ler este post! Nele, daremos dicas de como lidar com as despesas e destacaremos como fazer negociações das pendências financeiras de forma prática e com o uso de plataformas online. Acompanhe!

Como pagar minhas dívidas?

Você é um dos casos que usamos como exemplo no começo do texto? Fique tranquilo! Isso realmente não é um problema fácil de ser resolvido, porém, seguindo alguns passos simples, você se livrará dessa dor de cabeça!

Entre as principais medidas estão: analisar a quantia que está devendo, estabelecer prioridades, negociar a dívida e ver em que é possível economizar. Abordaremos esses pontos com detalhes, a seguir. Confira!

Analise as prestações pendentes

Definitivamente, não é legal acumular dívidas. Muitas pessoas querem se livrar desse problema o mais rápido possível. Porém, para tanto, é necessário ter uma boa estratégia para quitar os compromissos financeiros. Nesse cenário, a análise das prestações pendentes ajuda você a elaborar um plano e conseguir pagar todas as contas.

Aproveite essa etapa para fazer um diagnóstico financeiro. Observe todas as despesas adquiridas e reflita se elas foram realmente necessárias. Verifique, no seu orçamento, se há alguma despesa recorrente que possa ser cortada, como academia ou TV por assinatura, entre outras.

Essas reflexões ajudarão você a pensar nas suas escolhas e a avaliar a real necessidade de comprar certos produtos ou contratar determinados serviços.

Reformule os seus gastos mensais

Utilize a técnica 70/30 para fazer uma considerável reserva de dinheiro e organizar o seu orçamento mensal. Muito indicada por especialistas em organização financeira, a técnica consiste na dinâmica de utilizar 70% do salário para deixar o presente em ordem. A distribuição dessa quantia seria:

  • 55% para os gastos essenciais — contas de luz, água, internet, mensalidade de faculdade etc.;
  • 5% para o aprimoramento educacional — aqui, entram os gastos que vão ajudar você a se tornar um profissional mais qualificado para o mercado;
  • 10% para alguma forma de previdência privada — ter uma reserva para a aposentadoria pode fazer a diferença no futuro;
  • Reservar 30% do salário para deixar o futuro em ordem. A distribuição dessa quantia seria:
  • 10% para gastos livres — esse valor é importante para manter a saúde psicológica em dia;
  • 20% para metas — esse é o montante que levará você a alcançar suas metas de curto, médio e longo prazo.

Não existe fórmula mágica para se ter um bom orçamento. Cada realidade é uma e, portanto, a distribuição apresentada não é fixa. É preciso que cada pessoa faça uma adaptação à própria necessidade. Porém, essa é uma estrutura que permite certa saúde financeira. Assim, vale a pena tentar algo próximo do exposto, para estimular a organização e a disciplina.

Entenda a diferença da natureza de suas dívidas

Negocie as suas dívidas e as coloque no orçamento mensal. Se forem grandes, faça um parcelamento e coloque as prestações em suas contas fixas. Se forem pequenas, tente pausar algum gasto variável para quitá-las.

Negocie valores com os credores

Trata-se de uma das etapas mais importantes para você se livrar das dívidas. Porém, não se esqueça: antes de fazer a negociação, verifique o seu orçamento e veja o quanto você pode pagar por mês para quitar as pendências financeiras.

Não comprometa toda a sua renda somente com o objetivo de se livrar do endividamento! Afinal de contas, não é viável (ou saudável) abrir mão de alguns gastos, como alimentação, moradia e cuidados pessoais, por exemplo.

Definido o quanto você poderá pagar por mês, é possível negociar os valores e escolher a forma de pagamento. Caso decida pagar à vista, será mais fácil negociar descontos com os credores, pois eles receberão o valor devido imediatamente.

Se preferir realizar o pagamento de forma parcelada, a empresa pode não conceder o crédito. Isso acontece nos casos em que o cliente está com muitas dívidas ou naqueles em que ele corre riscos de se tornar um inadimplente.

Por outro lado, os consumidores que são bons pagadores têm mais chances de financiar a dívida a juros menores e ter acesso a melhores condições de crédito.

Descubra onde é possível economizar

Outro ponto importante é pensar em maneiras de reduzir os gastos e, assim, fazer sobrar mais espaço no orçamento destinado à quitação de dívidas.

Nessa situação, vale muito a pena prestar atenção nas despesas que não fazem sentido, como altas tarifas bancárias, mensalidades da TV por assinatura, planos de academia que não são 100% aproveitados e serviços de telefonia que poderiam ser cortados sem grandes problemas.

Se os impasses ainda não forem resolvidos ao abrir mão dessas despesas, procure maneiras criativas de reduzir os gastos. Você pode pensar em alternativas de lazer mais em conta ou em formas de aumentar a sua receita por meio de uma renda extra. Tornar-se freelancer ou motorista de aplicativo, trabalhar na área de artesanato, prestar consultoria ou dar aulas particulares, por exemplo, são ótimas opções.

Caso a situação seja muito complicada, pode ser necessário pensar em medidas um pouco mais drásticas, como a mudança para um imóvel menor, com o intuito de reduzir os gastos de aluguel e condomínio, ou a venda do carro. Essas estratégias acabam sendo mais procuradas no caso de elevadas dívidas, pois, na maioria das vezes, tem-se ou consegue-se capital suficiente para quitar as pendências financeiras.

No entanto, antes de trocar de casa ou vender o automóvel, vale refletir se, para você, faz mais sentido manter esse tipo de bem ou se vale a pena abandoná-lo com a intenção de ter mais liberdade no orçamento.

Estabeleça prioridades

Essa estratégia é extremamente útil quando se tem várias contas a pagar. Nessa situação, vale a pena priorizar três tipos de despesas: dívidas com taxas de juros maiores (como cheque especial e cartão de crédito), débitos de maior valor e contas que resultam no corte de algum serviço essencial (contas de água e luz, por exemplo).

Sobre o corte de serviços básicos, vale lembrar que a energia só poderá ser cortada 15 dias após o comunicado de atraso da fatura. Já o fornecimento de água só poderá ser interrompido 30 dias depois de enviada a comunicação emitida pela fornecedora.

Quando se estabelece uma escala de prioridades, você impede a interrupção de serviços essenciais e evita que as despesas cresçam rapidamente, ficando ainda mais complicado de pagá-las.

Avalie seu padrão de vida atual

Quando uma pessoa se envolve em tantas dívidas que chega ao ponto de não conseguir quitar seus débitos, é um sinal claro de que ela está gastando mais do que pode, o que é um grave problema. Afinal, essa atitude torna inviável qualquer tipo de equilíbrio financeiro.

Se esse é o seu caso, talvez você deva se perguntar se não está tentando viver um padrão de vida que está acima de condições atuais. É claro, ter melhores condições e ter acesso a itens que proporcionam mais qualidade é interessante, desde que você realmente consiga arcar com seus custos.

Por exemplo, o carro é uma ferramenta muito útil! Mas sua manutenção costuma ter custos elevados com itens como seguro, combustível, reparos e até mesmo com locais para estacionar. Portanto, dependendo de sua situação financeira, e do modo como utiliza o veículo, recorrer ao transporte público, ou aplicativos como o UBER, pode ser uma solução mais adequada para você.

O importante é que você observe os bens que tem a sua disposição e faça as seguintes perguntas:

  • eu preciso mesmo disso?
  • será que gastar com isso realmente vale a pena?

Desenvolva controle emocional

É válido ressaltar que muitas pessoas relacionam o hábito de comprar, de ter acesso a um determinado bem, a uma sensação de satisfação, o que, dependo do caso, pode até ocasionar algum tipo de dependência.

Sim, a sensação de comprar aquele objeto que tanto desejamos é muito agradável, mas a satisfação deve vir do uso do objetivo em si, e não da ação de comprá-lo.

O problema de relacionar o hábito de fazer compras a satisfação pessoal é que, uma pessoa com essa prática, tende a fazer compras de modo indiscriminado, adquirindo até mesmo produtos que não precisa. O que torna a tarefa de controlar o orçamento praticamente impossível.

Por esse motivo, às vezes precisamos avaliar a nós mesmos e verificar se de fato estamos fazendo escolhas inteligentes. Desenvolver o controle emocional pode ser uma ferramenta muito útil no combate ao endividamento.

Aumente seus conhecimentos sobre educação financeira

Nos dias de hoje, em que as informações e o conhecimento são tão acessíveis, buscar por capacitação é sempre uma escolha interessante. A educação financeira, por exemplo, é um dos conhecimentos mais úteis que você pode adquirir.

Isso ocorre porque, enquanto estuda essa área, você aprende não apenas sobre os meios de poupar seus recursos e sobre os métodos mais eficientes para evitar dívidas. Um conteúdo de qualidade também tem orientações a respeito de investimentos, o que literalmente pode otimizar seu padrão de vida!

Portanto, se tem se perguntado: — como pagar minhas dívidas? — o estudo desse tema tende a oferecer muitos benefícios para você!

Além disso, o conhecimento sobre o uso mais inteligentes de recursos financeiros é amplamente difundido em blogues e até mesmo em canais no YouTube, de modo que é possível ter acesso a eles sem nenhum tipo de custo!

Encontre uma fonte de renda extra

Por fim, um dos métodos mais eficientes, para que uma pessoa seja capaz de pagar suas dívidas, é aumentar sua renda. Felizmente, nos dias de hoje existem diversas fontes de renda extra, como a revenda de produtos em redes sociais ou em sites especializados, como o mercado livre.

Além disso, existem diversas plataformas desenvolvidas com a finalidade de conectar freelancers a pessoas, ou empresas, interessadas em contratar seus serviços. Por esse motivo, se você tem alguma habilidade que está sendo requisitada pelo mercado, pode prestar serviços e assim otimizar seus recursos. O que vai te ajudar a pagar suas dívidas em um período mais curto!

Fazer um empréstimo é a melhor solução?

Em alguns casos, sim! Entretanto, é preciso ficar atento. Cartões de crédito e cheques especiais, por exemplo, cobram elevadas taxas de juros, o que dificulta o pagamento da dívida. Nesse caso, é possível, inclusive, criar uma situação de maior endividamento.

Por isso, vale a pena procurar alternativas. Entre elas, está o crédito consignado (com taxa média de 39,9% ao ano). Nessa modalidade, as parcelas da dívida são descontadas diretamente da sua folha de pagamento.

Contudo, o consignado só é oferecido aos aposentados e pensionistas do INSS e trabalhadores de empresas que oferecem essa alternativa como benefício. Caso não seja possível obter esse tipo de crédito, a segunda linha mais barata é o crédito pessoal. Nessa modalidade, os juros estão na média de 113,8% ao ano.

Vale lembrar que, mesmo com a mudança da opção de crédito, você continuará devendo. No entanto, enfrentará juros menores e que, consequentemente, crescerá de maneira mais amena. Portanto, antes de optar por essa modalidade de solução, é preciso:

  • fazer um planejamento financeiro cuidadoso antes da contratação;
  • comparar a taxa de juros, os encargos e o prazo do empréstimo;
  • consultar o custo efetivo total do empréstimo pessoal;
  • não fazer nenhum depósito para garantir o empréstimo pessoal — essa é uma prática abusiva e proibida, de acordo com Código de Defesa do Consumidor.

As opções são muitas, como é possível perceber, mas é preciso ficar atento às melhores condições e à cobrança de juros de cada modalidade. Além disso, independentemente dos tipos de empréstimo, seja pessoal ou de negócio, a dica é sempre manter as finanças organizadas e planejadas.

Como negociar as dívidas na internet?

Existem alguns sites e aplicativos que permitem que você negocie a dívida online. Eles resolvem o problema de muitas pessoas que encontram dificuldades para resolver a situação diretamente com os credores ou quando se deparam com a burocracia exigida para quitar os compromissos.

O processo de negociação de dívida nesse ambiente costuma ser rápido e prático, sem burocracias. Muita gente usa essas ferramentas para quitar, por exemplo, despesas do banco, pendências do cartão de crédito, de instituições de ensino ou de varejo.

Neste post, procuramos mostrar como as dívidas causam dor de cabeça em muitas pessoas, e como nem sempre é fácil se livrar dessa situação. Ainda, vimos que se você ainda se atormenta repetindo “não tenho como pagar minhas dívidas”, lembre-se de que, com algumas estratégias simples — como as que mostramos acima —, é possível colocar todas as contas em dia!

O resumo das dicas é simples e funciona como um passo a passo: parar, analisar, planejar, negociar, assumir a nova realidade, adaptar o estilo de vida e, por fim, pagar as suas dívidas!

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Sou fundador da Kitei, empresa que fundei em meados de 2016. Atuo na  direção de toda a área comercial, administrativa e financeira no cargo de Diretor Executivo. Tenho mais de 25 anos de experiência no mercado de cobrança e por meio de uma gestão inovadora, continuo a conduzir minha equipe para atuar no mercado financeiro com competitividade.

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