Qualquer investidor que deseja cuidar bem do seu dinheiro precisa conhecer detalhadamente o investimento renda fixa. O motivo é bem simples: trata-se de uma forma popular e segura de investir o seu capital. Independentemente da sua situação financeira, vale muito a pena fazer o controle financeiro e destinar parte da sua carteira nesses ativos, pois, eles protegerão o seu patrimônio contra perdas.

Você está interessado em saber mais sobre o assunto? Neste post, explicaremos o que são as aplicações em renda fixa, quais são os principais investimentos disponíveis no mercado, como funciona a rentabilidade e quais são as vantagens de contar com esses ativos na sua carteira. Continue lendo!

O que é o investimento renda fixa?

Quem adquire ativos de renda fixa torna-se credor e empresta o capital ao Governo (títulos públicos) ou às instituições financeiras (CDBs, LCIs, LCAs, entre outros) em troca de uma remuneração. Ela pode ser conhecida no momento da contratação do investimento (produtos prefixados) ou do resgate (produtos pós-fixados). Dessa forma, o investidor consegue conhecer ou prever a rentabilidade do ativo contratado.

A remuneração dos produtos pós-fixados pode ser atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário, taxa negociada para empréstimo entre bancos), Selic (taxa básica de juros da economia) ou ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, considerada a inflação oficial do Brasil). Nos prefixados, por sua vez, os ganhos do investidor são determinados por meio de um valor percentual. É possível comprar, por exemplo, um ativo que vence em 2025 e que apresente rentabilidade de 10% ao ano.

Vale ressaltar ainda que a maioria das aplicações financeiras em renda fixa têm a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A instituição ressarce prejuízos de até R$250 mil por CPF e instituição financeira. Essa característica, portanto, garante mais segurança nesses ativos — muito bom, não é mesmo?

Quais são as aplicações disponíveis?

O mercado de investimentos em renda fixa é muito amplo e conta com diversas opções. As condições de risco, liquidez e rentabilidade podem ser diferentes entre uma aplicação e outra. Por isso, é fundamental conhecer cada ativo disponível no mercado. Confira na sequência do artigo, as principais aplicações disponíveis.

Poupança

Trata-se do investimento mais popular no país e, apesar disso, a caderneta apresenta baixa rentabilidade. Ela rende apenas 70% da Selic, ou seja, o rendimento atual é de somente 4,55% ao ano. Por outro lado, não há a incidência do Imposto de Renda.

Considerando essas características, essa aplicação é vantajosa aos investidores que têm objetivos de curto prazo (inferiores a 6 meses) e na formação da reserva de emergência, devido à alta liquidez. Na poupança, a pessoa consegue fazer o resgate do investimento quando quiser e tem a opção de transferir o saldo diretamente para a conta-corrente ou de fazer o saque.

Tesouro Direto

Essa aplicação também apresenta a vantagem de ser simples e acessível — com apenas R$30,00 já é possível investir em títulos públicos. Existem vários ativos dessa categoria, e por isso, as condições de rentabilidade, risco e liquidez variam. Os investimentos em Tesouro Direto são:

  • Tesouro Selic: o rendimento da aplicação segue o desempenho da taxa de juros da economia, que atualmente é de 6,5% ao ano. Trata-se do título mais conservador do mercado, pois não há o risco de o investidor perder dinheiro. A liquidez dessa aplicação é de um dia útil e, devido a essas características, esse ativo é indicado na composição da reserva de emergência;
  • Tesouro IPCA: esse ativo rende sempre um percentual acima da inflação. Considerando essa característica, a aplicação é indicada aos investidores que têm objetivos de longo prazo — aposentadoria, financiamento da faculdade dos filhos etc. Os papéis com prazos mais longos são os de maior risco, já que esses títulos sofrem marcação de mercado. Ou seja, se a pessoa fizer o resgate da aplicação antes do investimento, ela corre o risco de perder dinheiro;
  • Prefixado: a rentabilidade dessa aplicação é determinada por meio de um valor percentual. Esse investimento é indicado nos momentos de baixa da Selic. Por outro lado, assim como no Tesouro IPCA, esse título sofre marcação de mercado e o investidor pode perder capital se resgatar antes do vencimento.

CDB

No Certificado de Depósito Bancário (CDB), o investidor empresta dinheiro às instituições financeiras e recebe os juros em troca. A rentabilidade, risco, prazo de vencimento e liquidez variam de acordo com cada investimento.

Procure adquirir CDBs que remunerem acima de 100% do CDI. Essa condição pode ser obtida em bancos pequenos e médios, pois, as grandes instituições financeiras costumam trabalhar com remunerações inferiores a 100% desse índice. Nas de pequeno porte, há o maior risco de ela não cumprir o compromisso e dar o calote, porém, existe a proteção do FGC.

LCI

O capital arrecadado por meio de aplicações em Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) é destinado a construção de moradias e expansão do setor imobiliário. O governo oferece a isenção do Imposto de Renda, o que caracteriza um grande ponto positivo, pois há tributos embutidos na maior parte dos investimentos.

Nesse caso, o risco seria da quebra do banco que emitiu o título. Porém, esse investimento conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito e, por isso, é uma alternativa de baixo risco.

Apesar disso, somente algumas pessoas têm acesso a essa aplicação. Isso porque, é preciso ter, no mínimo, R$30 mil para começar a investir. Outro ponto negativo é que não há liquidez, ou seja, o dinheiro só poderá ser resgatado e destinado à sua conta-corrente quando o título vencer.

LCA

As condições são parecidas em relação ao LCI. A única diferença é que os recursos captados por meio de investimentos em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) são destinadas a expansão da agricultura no país.

Quais são as vantagens do investimento renda fixa?

As aplicações em renda fixa apresentam inúmeras vantagens, e a primeira delas é a segurança. Os investimentos dessa categoria, na maioria das vezes, são acessíveis e de baixo risco. Dessa maneira, os investidores iniciantes ou aqueles com baixo poder aquisitivo podem destinar seu capital em diferentes opções de renda fixa.

Além disso, há a vantagem da liquidez, já que você poderá resgatar o investimento e contar com o dinheiro quando desejar. Por causa dessa característica, os investimentos em renda fixa são os mais indicados na formação da reserva de emergência.

Os investimentos ajudam as pessoas a se planejarem melhor e a alçarem os objetivos. Além disso, eles são essenciais na criação de uma reserva financeira. Ela ajudará a fornecer todo o suporte nos momentos de imprevistos, como acidentes, perda do emprego, necessidade de fazer uma viagem urgente etc.

Agora, que já conhece as principais características do investimento renda fixa, veja como você pode economizar e, assim, ter mais dinheiro para investir.

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