Compulsão! Se olharmos friamente no dicionário, encontraremos uma definição semelhante a: “imposição interna irresistível que leva o indivíduo a realizar determinado ato ou a comportar-se de determinada maneira”.

Ou seja, um comportamento de origem psicológica quase incontrolável, que pode ter consequências catastróficas e, inclusive, levar a transtornos em piores níveis, como obsessivo-compulsivo, que atinge quase 150 mil brasileiros por ano e pode se tornar crônico, conforme dados do Hospital Israelita Albert Einstein.

A compulsão pode ter várias ocorrências, tais como: por comida, por estética, por trabalho, por atividade física e inúmeras outras. A compulsão por compras é uma das mais comuns e pode ser facilmente desencadeada, já que estudos revelam que quase 60% dos brasileiros tendem a comprar por impulso.

Neste artigo, vamos abordar por que a compra compulsiva é um mal para a saúde, quais consequências pode acarretar e algumas dicas para se desviar desse problema. Confira!

Compulsão por compras é problema de saúde?

De acordo com dados do Serviço do Instituto de Psiquiatria da USP, pessoas que apresentam comportamento compulsivo em relação às compras chegam a representar quase 5% da população geral e a frequência maior ocorre em mulheres.

Segundo estudos do serviço, a compulsão por compras — também chamada de oniomania — apresenta normalmente os seguintes sintomas:

  • excesso de preocupação;
  • falta de autocontrole ao comprar;
  • compras em volumes cada vez maiores;
  • fracasso ao reduzir ou controlar o impulso por comprar;
  • angústia ou emoção negativa na falta de compras;
  • mentir para encobrir os problemas;
  • não saber negociar dívidas;
  • problemas sociais, familiares e profissionais;
  • problemas financeiros de diversas naturezas;
  • entre outros;

A compra compulsiva foi classificada como doença apenas na década de 1980, mas ainda carece de estudos que comprovem as suas causas. No entanto, algumas de suas consequências já são bastante conhecidas e incluem:

Endividamento

Devido ao descontrole emocional ao comprar, o indivíduo tende a ignorar completamente o seu planejamento financeiro e sua capacidade de controle de gastos perante a sua renda. Além do endividamento constante, tende a se submeter a taxas de juros que podem fazer a dívida crescer rapidamente.

Depressão

Problemas decorrentes desse distúrbio podem levar o consumidor a um quadro depressivo, diante do agravamento da sua condição e incapacidade de lidar com o endividamento e piora das relações interpessoais. Verifica-se também transtornos de humor e ansiedade.

Desequilíbrio no âmbito pessoal, profissional e familiar

Como citado, esse problema pode também levar a graves problemas de desequilíbrio na vida conjugal, profissional e familiar, já que o ato de comprar assume o protagonismo na vida do indivíduo e há notória queda no padrão de vida.

Como evitar a compulsão por compras?

Para evitar essas consequências e suas comorbidades (doenças relacionadas), vale agir preventivamente e ter consciência da gravidade que isso pode chegar, caso não acompanhada adequadamente. Para se desviar desse problema, recomenda-se, principalmente:

Evitar o uso do cartão de crédito

Pessoas com pouca disciplina financeira devem evitar o uso desse mecanismo de financiamento de compras, sobretudo pelas suas altas taxas de juros e aumento da dívida pelo pagamento mínimo.

Tomar consciência da própria renda

Ser consciente por meio do autocontrole não só do quanto se ganha, mas também do quanto se gasta é o primeiro passo para evitar compras desnecessárias.

Faça listas

Uma das formas mais eficientes de comprar somente o estritamente necessário é listá-los e se ater a esse controle durante as compras.

Invista antes de gastar

Quando o indivíduo faz um investimento assim que recebe, ele tende a encarar aquele dinheiro como imobilizado e não disponível para compras, reduzindo a propensão ao consumo desnecessário.

Como você pôde perceber, é possível reorganizar a vida financeira para evitar a compulsão por compras. Além disso, o consumidor deve ficar atento aos sintomas mais graves desse problema e estar ciente que já existem programas, instituições e profissionais da área psiquiátrica e neurológica como o Programa para Compradores Compulsivos do Pró-Amiti da USP, por exemplo, que ajudam a lidar com isso.

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Sou fundador da Kitei, empresa que fundei em meados de 2016. Atuo na  direção de toda a área comercial, administrativa e financeira no cargo de Diretor Executivo. Tenho mais de 25 anos de experiência no mercado de cobrança e por meio de uma gestão inovadora, continuo a conduzir minha equipe para atuar no mercado financeiro com competitividade.

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